
O contato com as impurezas que há nos livros amplia nossa consciência, nos torna menos vulneráveis, mais humanos e mais realistas. Percebo esse princípio nas linhas e entrelinhas de Não contem com o fim do livro (Editora Record, 2010), diálogo genial entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrière.
"Existe agora um vinho que apresenta essa qualidade de ser 'não filtrado'. Preserva todas as suas impurezas, que às vezes contribuem com sabores muito particulares que a filtragem, na sequência, lhe subtrai. Talvez tenhamos saboreado na escola uma literatura demasiadamente filtrada e, por esse motivo, carente de sabores impuros." (pág. 94)
O início do texto lembra Nietzsche: "Aquele que quiser permanecer puro entre os homens há de beber de todas as fontes"...
ResponderExcluirMuito bom vir aqui.
Abraços.
...aliás, parece que é "beber em todas as fontes"... Citei 'de cabeça'.
ResponderExcluirAté outra vez.