Não entender um autor é bom. Jean Baudrillard (1929-2007) incomoda, ultrapassa modas, corda que enforca e me puxa do buraco. Na Idade Média, o mundo se equilibrava entre Deus e o demônio. Na Idade Mídia, entre o excesso e a falta, o consumo e a denúncia, entre o medo e a anestesia.Baudrillard, um novo Nietzsche. O pensador alemão foi dinamite no fim do século XIX. Sua força arrasou quarteirões. Baudrillard, dinamite no fim do século XX. Vamos ver os estragos que ainda fará. Os bons estragos.
São dele essas palavras: "O crime perfeito, o único, é o suicídio. Porque é o único e sem apelação, ao passo que o assassinato deve se repetir sempre. Porque realiza a confusão ideal do carrasco e da vítima."
Quem tiver ouvidos para entender... não entenda!

