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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Problemas monstruosos... ou apetitosos!

O filme Onde vivem os monstros (2009) expande a história do livro de Maurice Sendak (publicado pela  Cosac Naify, 2009). Numa certa altura do filme, Judith, uma bela monstra, faz a afirmação terapêutica:

You know what I say, if you've got a problem? Eat it!

Mais terapêutico impossível. Se você tem um problema, coma-o! Contar histórias conduz Max, o menino protagonista, ao conhecimento dos conflitos humanos: ciúmes, solidão, amor, medos, raiva, tudo junto. Coma-os!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onfray, escrita e terapia

Ler autores que sentem raiva. A raiva alimenta a escrita. A raiva e seus raios. A raiz da raiva afunda e retira da alma o sumo, a soma. Michel Onfray (1959 - ) sente raiva, escreve com raiva, pensa com raiva. Raiva viva, seiva.

Depois da raiva é possível falar em serenidade. Depois de externar sua raiva contra coisas e pessoas, contra religião e sociedade, Onfray escreve:

"Sereno, sem ódio, ignorando o desprezo, longe de todo desejo de vingança, ileso de qualquer rancor, informado sobre a formidável potência das paixões tristes, não quero nada mais que a cultura e a expansão dessa 'potência de existir' — segundo a feliz fórmula de Espinosa encastoada como um diamante na sua Ética. Somente a arte codificada dessa 'potência de existir' cura das dores passadas, presentes e por vir." (A potência de existir, pela WMF Martins Fontes, 2010, pág. XL)