Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Problemas monstruosos... ou apetitosos!

O filme Onde vivem os monstros (2009) expande a história do livro de Maurice Sendak (publicado pela  Cosac Naify, 2009). Numa certa altura do filme, Judith, uma bela monstra, faz a afirmação terapêutica:

— You know what I say, if you've got a problem? Eat it!

Mais terapêutico impossível. Se você tem um problema, coma-o! Contar histórias conduz Max, o menino protagonista, ao conhecimento dos conflitos humanos: ciúmes, solidão, amor, medos, raiva, tudo junto. Coma-os!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Diálogo em silêncio

A leitura medicativa, entre vários benefícios, tem o de nos fazer entrar em diálogo, ainda que sozinhos. A solidão (e, pior, o medo da solidão), ou mesmo, em sentido oposto, a carência por uma solidão qualificada podem encontrar na leitura remédio extraordinário.

A função terapêutica da leitura dialogada. E, também, uma terapia do diálogo, porque muitas vezes a solidão pode ter nascido de uma ojeriza aos diálogos destrutivos, ou aos diálogos anódinos e inócuos, não menos nocivos. A leitura em diálogo nos faz acreditar de novo na palavra (lógos) inteligente, criadora.

A solidão é um bem, se for povoada por pensamentos, imagens, "estalos", que depois transbordarão em comunicação viva e atraente. Qualificamos os momentos ou as horas de solidão, para conversar melhor, e conviver mais humanamente.

Mas leitura dialogada requer empenho, coragem, fôlego, conforme José Ortega y Gasset (1883-1955):

"À leitura deslizante ou horizontal, um simples patinar mental, é preciso substituir pela leitura vertical, a imersão no pequeno abismo que é cada palavra, fértil mergulho sem escafandro."