sábado, 3 de julho de 2010

Ir fundo!

Terapia leva à ação. O otimismo não se faz apenas com palavras, mas também com ações eloquentes. A linguagem dos fatos. Os gestos que se tornem fatos, e fatos que afetem. O afeto precisa de palavras. E de atos concretos.

É preciso ir fundo. Gary Vaynerchuk é quem diz, em seu livro — Vai fundo! (Agir, 2010). Acreditei no autor quando ele deixou bem claro que na vida de um empreendedor da Idade Mídia a família vem em primeiro lugar. Depois vem a batalha profissional. E essa batalha, realista e entusiasmada, deve basear-se no autoconhecimento e na busca do melhor. Gostei. O autor manda uma mensagem para o Brasil.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O impossível fogo para os livros

Amar os livros é uma terapia. (Qualquer amor verdadeiro é uma verdadeira terapia...) Mas o amor aos livros é especialmente terapêutico por ser um amor a tudo quanto é livro, um amor geral, infinito, generoso.

Há um conto de William Saroyan (1908-1981), Um dia frio, publicado no livro O jovem audaz no trapézio voador e outras histórias (Paz e Terra, 2004), em que o personagem conta o frio que sentia em San Francisco, e que estava tentando escrever apesar do frio, os dedos congelando. Um escritor pobre, sentindo um frio danado, sem aquecedor.

E então lhe surge a ideia de queimar meia dúzia dos seus livros para esquentar o quarto. E começa a procurar alguns livros na sua biblioteca de quinhentos títulos. E não tem coragem de queimar nenhum. Nem mesmo os de ficção barata. Nem mesmo uma obra de anatomia, em alemão, língua que ele não entende, mas a verdade é a seguinte: "se você tem qualquer respeito pela mera ideia de livros, pelo que eles significam, se você acredita em papel e impressão, não pode queimar qualquer página de qualquer livro."

E este amor que não consegue destruir nem mesmo os livros inúteis... é um belo amor, um amor terapêutico. Queimar os livros é uma forma de queimar pessoas. Nenhuma pessoa deve ser destruída. Nenhum livro deve ser destruído...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Terapia socrática

Mestre Sócrates inventou a terapia filosófica: pensar com rigor, dialogar com humor, perguntar, conhecer-se, ironizar, brincar com as palavras. Terapia em grupo, em clima de banquete (simpósio), abordando todos os temas: a linguagem, a justiça, a coragem, a política, o amor etc.

Novos diálogos socráticos sobre temas contemporâneos foram criados pelo professor Peter Kreeft, que conheci ao ler um livro seu, O diálogo, no qual C. S. Lewis, John Kennedy e Aldous Huxley, que morreram no mesmo dia 22 de novembro de 1963, conversam sobre a vida e a morte.

O autor inventou agora novas conversas. Sócrates conversando com Sartre, Marx, Maquiavel, Kant, Descartes... Captou muito bem o estilo socrático. Estou traduzindo a conversa do pai da filosofia ocidental com o fundador do comunismo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

7 princípios

Esta reflexão sobre terapia literária me ajudou a definir 7 princípios, quanto ao modo de aproximar-me de livros e autores:

1º) Não idolatrar nenhuma escola literária, nenhuma linha de pensamento, nenhuma doutrina, nenhuma obra-prima, nem o mais genial dos escritores.

2º) Não desprezar nenhum autor, nenhuma linha de pensamento, nenhuma doutrina, nenhuma obra, por pior que pareça.

Estes dois "nãos" me protegem (assim espero) dos fanatismos e preconceitos.

Os 5 princípios restantes são positivos:

3º) Descobrir escolas literárias, estilos, linhas de pensamento, doutrinas, obras-primas e obras ruins, escritores que pareçam geniais ou não, descobrir, descobrir.

4º) Selecionar ideias, imagens, argumentos, metáforas, conceitos, passagens, momentos, intuições de tudo aquilo que eu ler.

5º) Verificar em que medida as ideias, imagens, argumentos etc. que eu li são carregadas de beleza, inteligência, sensibilidade, força, boa-fé.

6º) Articular as ideais, imagens, argumentos, metáforas etc. entre si.

7º) Incorporar novas ideais, imagens, argumentos, metáforas, conceitos etc. ao meu SPC (Sistema Pessoal de Convicções).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O perigo da única história

Terapia se faz quando ouvimos várias e variadas histórias. Ter uma única história sobre alguém, sobre um país, sobre uma realidade... é caminho seguro para a doença do fanatismo, para a epidemia do preconceito, para a visão distorcida e limitada.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie faz considerações sobre esse perigo. E fala do antídoto!



(Se precisar de legenda, selecione o idioma na base do vídeo.)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Onfray, escrita e terapia

Ler autores que sentem raiva. A raiva alimenta a escrita. A raiva e seus raios. A raiz da raiva afunda e retira da alma o sumo, a soma. Michel Onfray (1959 - ) sente raiva, escreve com raiva, pensa com raiva. Raiva viva, seiva.

Depois da raiva é possível falar em serenidade. Depois de externar sua raiva contra coisas e pessoas, contra religião e sociedade, Onfray escreve:

"Sereno, sem ódio, ignorando o desprezo, longe de todo desejo de vingança, ileso de qualquer rancor, informado sobre a formidável potência das paixões tristes, não quero nada mais que a cultura e a expansão dessa 'potência de existir' — segundo a feliz fórmula de Espinosa encastoada como um diamante na sua Ética. Somente a arte codificada dessa 'potência de existir' cura das dores passadas, presentes e por vir." (A potência de existir, pela WMF Martins Fontes, 2010, pág. XL)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Impurezas saudáveis

A sabedoria está em lavar as mãos em água suja, segurar serpentes e não ser picado por elas, expulsar os demônios da depressão, entender novas linguagens, beber venenos e sair fortalecido, experimentar as doenças e não adoecer.

O contato com as impurezas que há nos livros amplia nossa consciência, nos torna menos vulneráveis, mais humanos e mais realistas. Percebo esse princípio nas linhas e entrelinhas de Não contem com o fim do livro (Editora Record, 2010), diálogo genial entre Umberto Eco e Jean-Claude Carrière.

E é de Carrière o seguinte comentário, aplicável aos nossos intentos terapêuticos:

"Existe agora um vinho que apresenta essa qualidade de ser 'não filtrado'. Preserva todas as suas impurezas, que às vezes contribuem com sabores muito particulares que a filtragem, na sequência, lhe subtrai. Talvez tenhamos saboreado na escola uma literatura demasiadamente filtrada e, por esse motivo, carente de sabores impuros." (pág. 94)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O livro perdido

E quando queremos encontrar um livro... e ele está dentro de casa... mas não conseguimos localizá-lo? O livro está aqui, posso sentir sua presença oculta, posso ouvir seu silêncio, posso intuir sua brincadeira de mau gosto.

É terapêutico perder um livro dentro da própria casa? Procurá-lo é terapêutico. Imaginá-lo de novo em nossas mãos. Sonhar com seu retorno. Inútil busca. Causa perdida. Mas tão necessária busca.

O livro perdido me faz achar outras coisas. Sua ausência está gritando. Estou mobilizado na saudade funda. Sem sabedoria e sem esperança, faço deste livro meu filho pródigo. E quantas festas eu farei quando ele aparecer outra vez!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Futurar

Ver o futuro é um desses impossíveis necessários da vida. Mas tentar não faz mal. Faz bem, até. Futurar... Podemos praticar, como já se fez outrora.

Tenho em mãos o Perfil do futuro, de Arthur Clarke. Em inícios dos anos 1960, o autor de 2001: uma Odisseia no espaço, viu o celular com clareza:

"Chegará o tempo em que chamaremos uma pessoa em qualquer lugar da Terra simplesmente discando um número. A pessoa será localizada automaticamente, quer esteja em pleno oceano, no coração de uma grande cidade ou atravessando o Saara. Este dispositivo sozinho pode mudar as formas da sociedade e do comércio tanto quanto já fez o telefone, seu primitivo antepassado."

Outro escritor. Antes disso. Em 1909, E. M. Forster retrata o que aconteceria um século depois no seu conto The machine stops. Ou seja, agora. Pessoas vivendo isoladas em pequenas células (refere-se a um small room), podendo comunicar-se com qualquer pessoa no mundo por meio de um pneumatic post... e vendo o rosto do outro numa blue plate, uma placa azul...



Exercícios dessa natureza nos levam longe demais. E isso é outra forma de terapia literária. Transcender o presente. Prever o imprevisível.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Doar é viver

viver
é um exercício
constante
de doação

mesmo
aquelas pessoas
que nos parecem
não doar nada

al
go
dão

Chama-se "do ar" este poema. É de Múcio Góes, pernambucano, que descobri ontem, conversando com meu amigo Prof. Romão. Algo as pessoas dão. Doar é viver. É terapia pura.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Claramente confuso

Boa parte da terapia literária consiste em nos fazer pensar com clareza. Mesmo a confusão, claramente vista, passa a ser uma forma de se "desconfundir". Mesmo o pensamento confundente (como o das crianças) torna-se sinal e fonte de lucidez, se claramente confundente.

Por exemplo, quando perguntaram à minha filha: "Qual o seu nome?". E ela respondeu: "Meu nome é Lígia.com.br". Ela confundiu realidades. O virtual e o real. O nome e o endereço virtual.

Os escritores confundem ciência e ficção. O livro A máquina do tempo, de H. G. Wells, confunde imaginação e realidade, passado e futuro, possibilidade e impossibilidade.

Mas que sejam fusões e confusões esclarecedoras. Somos seres cheios de conflitos, dúvidas, ou, pior, cheios de vazio. Mas constatar tudo isso, ler sobre isso, e lidar com isso... nos faz sobrevoar, entrar na máquina da visão, atravessar os tempos, tomar decisões.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Terapia de choque

Ferréz (1975 - ) é terapia ferrada. Autor que não gosta de usar anestesia. Cronista de um tempo ruim (Selo do Povo, 2009) promove terapia de choque.

A crônica "Matemática de favela" começa assim:

"Eu fui fazer um pacto com o diabo, mas ele disse pra entrar na fila, número 432 era minha senha."

Outra, "Vida jovem em promoção", em que leio:

"Um dia a gente vai entender por que o nosso ensino é atrás de tantas grades, por que é mais barato sermos treinados segurando uma pistola e matando outro periférico do que estudando algo útil."

Ferréz nos diz que estamos ferrados. E eu penso que, mesmo os que se consideram a salvo, fora da periferia, fora da região ferrada, ferrados igualmente estão. Talvez até mais.

sábado, 22 de maio de 2010

Autoterapia

A terapia literária é eficaz na medida em que seja autoterapia. Durante a leitura, posso ter um auto-insight. Uma luz se desprende das páginas e recai sobre meus medos e ambições, esperanças e desilusões, euforias e humilhações, amores e solidões, problemas e intenções.

Lendo para valer, suspendem-se as lamentações. A leitura ativa a auto-observação. A autoanálise. Sem que eu o perceba...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Baudrillard terapeuta

É terapia não entender direito. Quanto entendemos tudo... péssimo sinal! Não entender significa que estamos a caminho, que ainda vamos entender. Ou não. Que no mundo há mais beleza, inteligência e mistério do que podemos reunir em nossas mãos.

Não entender um autor é bom. Jean Baudrillard (1929-2007) incomoda, ultrapassa modas, corda que enforca e me puxa do buraco. Na Idade Média, o mundo se equilibrava entre Deus e o demônio. Na Idade Mídia, entre o excesso e a falta, o consumo e a denúncia, entre o medo e a anestesia.

Baudrillard, um novo Nietzsche. O pensador alemão foi dinamite no fim do século XIX. Sua força arrasou quarteirões. Baudrillard, dinamite no fim do século XX. Vamos ver os estragos que ainda fará. Os bons estragos.

São dele essas palavras: "O crime perfeito, o único, é o suicídio. Porque é o único e sem apelação, ao passo que o assassinato deve se repetir sempre. Porque realiza a confusão ideal do carrasco e da vítima."

Quem tiver ouvidos para entender... não entenda!

sábado, 15 de maio de 2010

Mais humano

O objetivo das terapias é nos tornar mais humanos, desendoidar-nos. A poesia é realista. Roland Barthes afirma que toda a literatura é realista porque sabe algo do ser humano. E algo que a ciência, tão pouco sutil, não consegue discernir.

Reencontrei hoje cedo o poema "Tarefa", de Geir Campos (1924-1999) . Foi terapia. É terapia. Porque me sinto humanizado. Porque a terapia não é egoísmo. Porque o egoísmo endoidece. Porque o nada endoidece. Porque o fruto amargo não é amargo à toa. Porque viver o esquema falso é nosso dia a dia, mas para não endoidecer de vez eu preciso saber que é um esquema falso. E avisar. E aqui está o poema, para quem quiser saborear:

Morder o fruto amargo e não cuspir
mas avisar aos outros quanto é amargo,
cumprir o trato injusto e não falhar
mas avisar aos outros quanto é injusto,
sofrer o esquema falso e não ceder
mas avisar aos outros quanto é falso;
dizer também que são coisas mutáveis...
E quando em muitos a noção pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Terapia literária infantil

Também as crianças necessitam de terapia literária. Menos do que os adultos, mas necessitam. Para não ficarem "adulteradas"... como muitos de nós. Para desenvolverem imaginação e memória, como explicava o escritor João Ubaldo Ribeiro, ontem, em sua crônica No tempo do livro (O Estado de S.Paulo, 9 de maio):

"Os outros meninos do bairro podiam não morar num mar de livros como eu ou, ainda menos, ter um pai igual ao meu, mas não eram muito diferentes. Jogávamos bola (eu, hoje craque do passado, era fominha), brincávamos de médico com as meninas, fazíamos tudo o que as crianças daquela época podiam fazer, mas todo mundo gostava de ler, porque ler representava a liberdade e a fantasia. Comentávamos nossos heróis, organizávamos empréstimos de livros e gibis e mentíamos esplendidamente, em tertúlias em que acreditávamos nas histórias dos outros, contanto que acreditassem nas nossas – era tudo a verdade de nossas imaginações. A vã memória não distingue mais entre o que eu contava e os outros contavam, mas isso não tem importância. Todos nós, afinal, voávamos com Peter Pan e Sininho e alguns de nós namoraram com a Wendy. Não houve um que não tivesse enfrentado piratas, descido ao fundo do mar, ficado invulnerável a qualquer arma ou invisível à vontade, decifrado códigos secretos, falado todas as línguas e vencido todas as guerras e batalhas. Para isso, não tínhamos mais que os livros, não precisávamos de mais que eles."

sábado, 8 de maio de 2010

A razão literária

A literatura é mais filosófica do que a própria filosofia. Produzir e ler romances, contos, poemas... é uma forma de conhecer que envolve todo o nosso ser e não apenas o raciocínio. É uma forma de conhecer intensamente.

Não se trata apenas de conhecimento documental: a vida dos gregos em Homero, em Sófocles; a vida medieval em Chaucer, em Dante, a vida no século XIX brasileiro em Machado, em Alencar...

O conhecimento da realidade humana é condição essencial para o fazer literário e resultado prazeroso/doloroso da leitura. A relação entre a vida íntima e as aparências, os anseios humanos proibidos, o sonho iluminando e traindo são temas fundamentais da literatura, entre outros.

E aqui está a dimensão terapêutica da literatura. É claro que na literatura não encontraremos aquela sistematização, aquela organização lógica, como, em princípio, se espera de um tratado filosófico, de uma investigação psicológica. Esta fragilidade, no entanto, é a força da literatura.

Todas as nossas faculdades serão mobilizadas. Ao pensar literariamente, não pensamos apenas. A razão literária inclui as desrazões nossas. Gregor Samsa e Emma Bovary, Quixote, Macunaíma e Capitu, Ulisses e Pinóquio dramatizam nossas escolhas, concretizam nossos dilemas, causam surpresas, instalam medos, despertam esperanças, matam ilusões, provocam decisões, inspiram atitudes...

Podemos beber nas páginas da literatura algo que a ciência, a antropologia e a sociologia não podem nos oferecer. E estas outras instâncias do saber se beneficiam quando se abrem para ouvir o que os escritores e os poetas pensam. Contanto que saibamos como este pensamento é diferente do pensamento "normal"...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A arte de viver

Conheci Viktor Salis numa palestra e tenho alguns livros seus. Ouvi-lo é uma terapia. Mestre da arte de viver, publicou sobre o belo, o nobre e o justo. Sua visão é arcaica, no sentido positivo e revitalizador da palavra.

Uma entrevista de Viktor Salis, como aperitivo:

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Um pouco mais de Erasmo

No final da vida, com seus 70 anos bem lidos, Erasmo de Rotterdam ficava repassando as cartas que recebera dos amigos, muitos deles mortos, e às vezes em circunstâncias violentas, como aconteceu com Thomas Morus (1478-1535).

Ler uma carta antiga pode ser boa terapia, repensar o passado, revisitar lugares, reconversar. Mistura de nostalgia e saudade (não são a mesma coisa!), e a chance de recompor o todo da vida — analisar e sintetizar a existência.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mais Erasmo

Ler Erasmo e sobre Erasmo. O de Rotterdam. O que amava os livros. O escritor atento. Um tanto elitista. Avesso a conflitos. Harmonizador. Homem do limite. Entre a decadência do final da Idade Média e a impaciência do início do Renascimento. Como faz ver Stefan Zweig, um humanista que fracassou e triunfou.

Seu fracasso é terapêutico. Aprendemos que é impossível vencer com palavras a violência, a estultícia, o fanatismo. Erasmo perdeu o jogo. Sua liderança intelectual e espiritual foi substituída pela intolerância de Roma e pela intolerância de Lutero. Aprendamos com ele a perder o jogo.

Mas também é terapêutico o seu triunfo. Ao longo de 5 séculos, seus livros continuam vivos. Em especial o Elogio da loucura. Lá, Erasmo confronta nominalistas, tomistas, albertistas, ockamistas, escotistas... e o faz com a voz da loucura, uma forma inteligente de entender as sutilezas da estupidez humana, da nossa estupidez.